14 de setembro de 2007

MINHA VIDA





Gosto de brincar de descobrir seu cheiro.
Amo seu jeito, doce e sincero.
Quero sua cabeça junto ao meu travesseiro.
Mas há quem não entenda, por isso espero.

Adoro quando buscas meus pontos fracos.
Quando diz “te quero”.
Admiro todos os seus atos.
E por isso te venero.

Adoro quando sussurras em meu ouvido.
Quando diz “te gosto”.
Quero ser teu eterno amigo.
Quero perpetuar o amor nosso.

Por muito tempo andei, lado a lado com a solidão.
E a minha sombra, foi a única a me estender a mão.
Andei por lugares escuros, onde a própria luz renunciara.
Piores que muitos outros que algum profeta anunciara.

Mas agora meu coração habita novo endereço.
E o teu sorriso me fez renascer.
O que você fez por mim não tem preço.
Você é o que me induz a viver.


Henrique Alencar

27 de julho de 2007

NÃO SOU POETA!

Não sou poeta,
Na verdade, nunca quis ser.
Apenas pelo que passo,
Procuro para o papel transcrever.

Pouco me importam as métricas,
Que não acompanham o meu coração.
Pouco me importam os céticos,
Que só dão ouvido a razão.

Meus pensamentos não seguem retas,
Voam como um avião.
Por isso não me imponham limites,
Não me coloquem numa bolha de sabão!




Henrique Alencar

18 de julho de 2007

JANELAS VISCERAIS


Meu ambiente tem janelas, janelas flutuantes.
Que podem ser estáticas, ou então deslizantes.

Com paisagens sublimes, e vistas surreais.
Com coisas tão incríveis, que até parecem reais.

Mas no fundo, no fundo, é tudo zero ou um.
Será o que parece, ou algo sem nexo algum.

Mas a situação mudou, a imagem congelou.
E você se quer notou, que sua vida assim parou.

E assim como essa vista, que permanece congelada.
Sua vida continua, mas ao mesmo tempo, permanece parada.


Henrique Alencar
Jean Ferreira